Num post anterior, surgiu a dúvida, partilhada por uma especialista em comida de rua, a comida de feiras livres seria exemplo de comida de rua. Claro que sim!
Há muito tempo (desde sempre?), as feiras de São Paulo vendem comidas prontas, que se podem comer na hora, e não apenas ingredientes pra se levar pra casa. Pastéis, garapas e doces são o exemplo mais óbvio mas, mais que isso, há quem se farte apenas com as amostras grátis dos feirantes? Isso não é, literalmente, comer na rua?
Tirando a prova, estive ontem na feira do meu bairro, montada todos os domingos na rua Oscar Freire, entre a rua Cardeal Arcoverde e o viaduto sobre a avenida Sumaré. Mais que pastéis fritos na hora (que não têm como não ser bons: pastéis são bons por definição!) e garapa (para paladares adocicados, não o meu), a experiência de feira, se vivida plenamente, equivale a provar as frutas da estação, como garantia de que o produto que se levará pra casa é bom. Ontem. comprovei isso com a mexerica e o kiwi, mas não me animei a levar o abacaxi pra casa, por exemplo.
Ir à feira e não provar frutas aleatoriamente é reduzir a experiência! Se é pra não provar, desista logo da feira livre e vá comprar suas frutas e verduras do tio Abílio e da tia Lucila. A qualidade é boa e o supermercado deles é lugar de gente feliz!
Ah, eu vou na feira de domingo na Rua Guimarães Rosa, do lado da Roosevelt, só pelo pastel de frango com catupiry e vinagrete e a garapa com limão (lembrança de infância).
Ir na feira propriamente dita nem me apetece muito, a cada final de semana ela diminui mais, mirradinha coitada. Fico pensando em qual barraquinha vai sobrar pra chamar o último freguês… Será a da banana?
Vou muito à Rooselvelt, mas não à feira. Agora ela é de domingo, é? Eu trabalhava por ali há muito tempo e a feira era de dia de semana, se não me engano. A barraca dos peixes ficava perto da Consolação e eu não curtia muito passar por lá de manhã cedo, a caminho do trabalho. Meio carregado o ar.
Mas ainda acho que as feiras têm muito a ganhar, com essa “moda” de orgânicos e tal. A da minha rua ainda bomba. A ver.
Deu até vontade de ir à feira novamente… Faz anos que não vou… Muito bom o fim do texto!
Olá!
Adoramos o blog, muito funcional e um grande referencial para as comidas de ruas. Aliás, não se pode sair comendo qualquer coisa por aí, né? rs.
Quanto aos pastéis, eu, Helena, considero uma iguaria sem limites.
Parabéns mais uma vez!
Eduardo e Helena