Comida de rua em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia
Comida de rua é uma prática mais que espalhada pelo mundo, mas algo me diz que os países pobres (ou “em vias de desenvolvimento”, pra quem é disso) têm mais opções ou escolhas mais interessantes.
Fim-de-semana desses fui visitar a família em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia. Bate-volta, coisa rápida, de 2 dias e 3 noites pra rever dezenas de tios, tias, primos, primas e quetales, reencontrar metade das minhas raízes, se é que as temos. E ver a quantas anda o movimento em prol da autonomia do Oriente Boliviano, um must na família.
Em meio a tudo e todos, a culinária cruceña, dos sabores da infância e do hoje também: salteñas (a versão local das empanadas argentinas, mais conhecida por aqui), zonzo (mandioca e queijo amassados juntos e assados), empanadas (estas, sim, pastéis fritos), sopa de maní (de amendoim, é dizer, mas servida com batatas-fritas ou banana), majadito (um arroz mexido, com carne, frango ou peixe, encimado por um ovo frito), cuñapés…
Cuñapés bolivianos (buenareceta.blogspot.com)
Cuñapés rendem um parágrafo. Adoro Minas Gerais, mas a tia Ermengarda de Poços de Caldas não pode despedir-se de nós para ir visitar Tancredo Neves em “pessoa” sem antes experimentar um cuñapé de Santa Cruz. O cuñapé põe o petisco brasileiro no bolso. Tia Ermengarda seguramente iria para o Além com um sorriso de satisfação nos lábios.
Noite de domingo, tráfego pesado num dos anéis rodoviários da cidade, que tem 8, quase todos eqüidistantes do Centro histórico (porque uma cidade de mais de 400 anos também se pode planejar). Dezenas de carros embolados em uma rotatória, sem motivo aparente. Mas que logo aparece: num desses enormes painéis eletrônicos de rua, do tipo que SP tinha quando era uma Cidade Suja sem Lei, a seleção boliviana penava contra a chilena. E os carros simplesmente paravam pra assistir, assim de simples, no meio da rua, como se diante da tevê de casa.
E é claro que, enquanto o jogo acontecia, dezenas de bolivianos vendiam uma ou outra comida de rua para os que viam a partida em público e bebiam paceña (a cerveja símbolo de La Paz, uma das poucas coisas do Altiplano Boliviano ainda muito populares e bem-quistas no Oriente) e mocochinche (refresco frio, feito a base de pêssegos desidratados. Tem seu (enorme) público ainda que não me seduza).
Qué raros son esos bolivianos! – pensei.
E todas essas delícias, com o colorido típico boliviano, também nas ruas de São Paulo.
Feira Kantuta: todos os domingos, das 11h00min às 19h00min, na praça Kantuta (Rua Pedro Vicente, 625, Pari), próxima à estação Armênia do metrô.

EU QUERIA SABER SOBRE A ATONÔMIA DO ESPORTE ,E QUERO SABER SOBRE ESTAS BOBAGENS
ASS:DANIEL
Eu estou fazendo um trabalho na escola e quero qme responda qual é a comida q vcs comem mais ai ???????? rapido anda preciso tirara nota máxima……