Nunca tinha visto os olhos de Elza Góis. Ela não levanta a cabeça, quase nunca. Seus produtos estão dispostos em dois assentos de um ponto de ônibus. Os olhos – e as mãos – estão sempre em direção das balas, amendoins, chocolates e chicletes. Ela só levanta os olhos quando trabalha, quando alguém lhe diz boa noite, quando não ouve.
Aliás, quem falou que difícil é entrevistar deputados, cientistas e presidentes? Difícil é entrevistar Elza Góis, que não ouve, não entende e não se faz entender.
É nesse esforço de conversa que você poderá sentir as mãos quentes de Elza, apesar do vento que corre pela avenida Dr. Arnaldo. Sim, ela vai tomar suas mãos e te puxar bem perto pra poder te ouvir. É assim que vai enxergar seus olhos azuis – seriam azuis ou eu é que estava verde de fome? – e ver o rosto mais enrugado que jamais viu.
Quase todos os dias passo por Elza Góis, mas nunca conversei com ela. Sua altura – minúscula – as mãos enrugadas – até a alma. Tudo me transmitia distância.
Mas foi assim que conheci Elza Góis, quando senti fome e decidi comprar amendoins. Minha janta daquele dia.
Elza volta. Quase todos os dias passo por ela.
Olá gente, sou aluno de Gastronomia pela Universidade Metodista de São Paulo, e estou, junto ao meu grupo, montando nosso TCC sobre comidas de rua. Procurei no Google “Comidas de rua” e este foi o melhor blog que li até o momento (garanto que foram muitos). Gostaria de parabenizá-los o trabalho de vocês e para perguntar se podemos utilizar o blog de vocês como referencia em nossas pesquisas, além de buscar um contato para esse tipo de assunto, afinal, não são todas as pessoas que buscam esse tipo de gastronomia!!!!
Espero podermos trocar contatos para, quem sabe, ajudar uns aos outros!!!!
Grato
Alex Barbosa Zemczak