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Posts Tagged ‘feira’

o último prato de rua na liberdade
Para terminar o passeio pela feira da Liberdade, fomos olhar os doces. Uma das únicas barracas vende waffles (nada orientais, e o moço que vende também não é oriental – como a maioria dos que servem as barracas. Mas a dona da barraca é) e raspadinhas, com groselhas e outras opções. Segundo a vendedora, muito simpática, aquele dia a raspadinha não está saindo muito. “É o frio”, diz ela, apesar de ainda não estar muito frio.
Acabamos escolhendo um waffle mesmo, e deixando a raspadinha para a próxima vez. Meio correndo para o carro, porque há uma chuva absurda se aproximando e está ficando escuro ás 16h, o waffle não está particularmente quente, e dá um trabalho danado comer – ele foi mergulhado numa calda de chocolate, que agora escorre pelos guardanapos. E assim acabou meu dia na Liberdade – muitas, muitas pessoas, inclusive eu, comendo as mais diferentes coisas, se acotovelando para pegar um yakisoba, um espetinho de codorna, um acarajé e uma coca. Tudo isso em 2 quadras.

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Yakisoba pequeno, 7 reais. Aceita?

Depois do tal do espetinho, parti para a parte oriental de verdade, a Liberdade mais clichê: o yakisoba. A única barraca de yakisoba fica mais ou menos no meio do quarteirão – aliás, na maioria dos casos, só há uma barraca para cada tipo de comida. O yakisoba é, aparentemente, o prato mais popular da rua, então a fila para pegar um prato subia o restante da quadra.
Apesar de o prospecto não ser dos melhores, a fila andou rápido – em 15 minutos já estavamos quase no caixa para pegar a senha e pagar, para então pedir o yakisoba. Até conseguirmos pegar 2 yakisobas pequenos (que não são nada pequenos), sair do meio do povo e começar a comer, foram mais 15 minutos. Neste meio tempo, aproveitamos para experimentar outra especiaria: bolinhos de lula. Para o meu paladar, não foi dos mais agradáveis, mas também é bastante popular entre os que esperam na fila do yakisoba, ao lado dos sushis.
Mas toda a espera vale a pena – o prato é muito bom mesmo. Numa daquelas embalagens de alumínio, com hashis ou garfos de plástico, quase metade das pessoas na rua parecem comendo o mesmo que eu. Yakisoba misto – carne, frango, vegetais e macarrão – com muitas opções de molho (recomendação do dono da barraca: molho de maçã – delicioso). Como a maioria dos clichês, este é bem justificado, e vale a espera.

Onde: Liberdade
Quanto: 7 reais (pequeno), 8 reais (grande)
Atendimento: rápido e atencioso
Comida: excelente

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Nina está na fase de desfazer e organizar tudo. Ela resolveu aproveitar o feriado de Corpus Christie, o último feriadão do ano, para arrumar os armários da cozinha e da geladeira.

Enquanto listava todos os ingredientes (de acordo com a validade) e jogava alguns deles fora, Nina encontrou: uma massa de phyllo no fundo do congelador, jasmin seco, pimenta da Jamaica e peras Willians.

Estes não são propriamente os ingredientes de um típico prato de rua de São Paulo. Tampouco Nina vende comida na rua. Mas isso não impediu que aqueles achados dessem origem a mais um novo prato e post do Gourmandise: pêra em infusão de jasmin e pimenta.

A gastrônoma Nina Moori, acompanhada por Marcel Miwa, toca há pouco mais de um ano o blog Gourmandise, onde os internautas encontram uma série de receitas culinárias, além de uma lista de blogs sobre comida. Em um ano de experiência virtual, foram publicados cerca de 450 posts. Mais de um por dia!

Paulistana de 30 anos, Nina leciona Confeitaria, monta cardápios, além de escrever para o blog, que ocupa a maior parte de seu tempo. Em entrevista, por e-mail, ao Comida de Rua, ela lembrou uma dúvida recorrente deste blog. Feira é comida de rua?

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Você come comida de rua?
Antes eu comia mais, quando estava na faculdade. Muito sanduíche, batata chips, pastel, acarajé, cocada, amendoim, pão de queijo, algodão doce e pipoca. Hoje fico mais na pipoca e no acarajé do Ceagesp (feira é comida de rua, certo?).

Por que faz tanto sucesso a comida de rua em São Paulo?
$, sem dúvida! E também pela correria em que vivemos. Noto que, em todos os pontos de ônibus que lotam, tem um vendedor (ou mais) de comida. Espera-se o ônibus e come-se alguma coisinha.

Qual dos pratos de rua é o predileto dos paulistanos?
Agora fiquei em dúvida! Pensei no cachorro-quente X yakisoba X pipoca.

Você é a favor da regularização dos vendedores ambulantes de comida? Por quê? Quais seriam os pontos positivos e negativos?
Não, sorry vendedores ambulantes! Veja bem, vivemos no Brasil. Se nem os restaurantes, bares e afins regularizados não são fiscalizados corretamente, imagina os ambulantes.
Ponto positivo: ninguém precisaria sair correndo quando chega o Rapa.
Ponto negativo: se regularizar, o preço sobe e a concorrência com um estabelecimento que possui mesa e cadeira começa a ficar desigual.

Qual a comida de rua mais estranha que você já viu (seja em São Paulo ou em qualquer lugar do mundo)?
O cachorro-quente vendido aqui. Tem tantos componentes que a salsicha se sente intrusa. E ainda é prensada!

Se você tivesse que criar um prato para vender nas ruas de São Paulo, em que pensaria?
Criar não, copiar. O sanduíche de falafel. No Brasil, o falafel é servido como refeição (acho que todos os restaurante árabes servem). São confeccionadas com grão de bico seco e fava verde, temperado com cebola, muita salsa e hortelã, tudo em formato de pequenas almôndegas e frito. Para o sanduíche (no pão sírio), fazem redondinhas e menores, acompanhado de repolho finamente fatiado, molho tahini e pepino azedo. Pode incluir homus.

Qual o seu prato predileto?
Acho que não tenho um predileto. Tenho ingredientes e cozinhas prediletas, que variam conforme a fase. Já tive a fase do cardamomo, pimenta verde, dos integrais, da soja, da lavanda, da flor de sal, pinhão… No momento estou fã da cozinha coreana e esperando ansiosa pelas comidinhas de quermesse.

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